domingo, 17 de abril de 2011

(in)timidade

... as mãos úmidas como já esperado sempre quando nervosa, não decepcionaram. Os lábios estavam  levemente precionados pelos dentes, chegando até a fazer marquinhas no canto direito da boca. Os dedos dos pés apertados no sapato, resultando num pequeno calo marcado no tênis. A testa molhada com gotas. A voz trêmula tenta disfarçar o desconforto e finalmente responder a pergunta:

- Acho que sim.. acredito que gosto.

- Não tá me convencendo. - lhe disseram sem tirar os olhos da suposta vítima.

Um curto mas longo silêncio vivenciado se fez presente.
...

- Medo... Tenho medo de ter medo - disse da forma mais horrosa e sincera, mesmo o contexto não condizendo, o fez de forma natural e simples. Era como se o fato realmente não tivesse mais tanto peso.


Penso: "é claro que o medo é um dragão que apenas adormece e nunca morre", mas naquele momento foi por intermédio dele que a confiança ganhou corpo, ganhou forma. Enfrentaremos, todos e qualquer hoje que impeça nosso amanhã, juntas, sempre juntas... como tem que ser!


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2 comentários:

Cibas disse...

Não sabia que vc tinha um blog minha flor!


Gostei muito do que vi!



Cibas

Carol Portella disse...

Ciiiiiiiiiiiiiibaaaaaaaas.
Você também por aqui, que honra!

ia escreve um texto agora mesmo que citava você, bom que agora vô ter certeza que lerá... volte sempre e sempre e sempre.

saudades!

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