Era uma vez um livro...
Um livro novo e que a pouco entrara para o mercado. Ele continha as histórias mais emocionantes que toda a comunidade já havia lido. Sua leitura era prazerosa e todos gostavam de acompanhá-las.
O livro era muito bem revestido e trabalhado, possuia uma linda capa roxa com um belíssímo design (que ajudava-o e muito em sua digulgação e diferenciação dos demais). De certo modo, os outros livros se sentiam ameaçado com a sua presença, porque sabiam que aquele não era apenas mais um ou qualquer livro, apesar de novo, ele era forte no mercado.
Certo dia ao passear pela rua como de custume, uma menininha que andava destraída olhou pela vidraça da livraria e uma capa roxa e nova chamou sua atenção, ela se sentiu extremamente atraía. Observou-o durante muito tempo e finalmente decidiu que comprá-lo seria a escolha certa. Sem hesitar, chegou em casa correndo e quebrou seu cofrinho em formato de vaca para pegar todas as moedas que ele continha. Correu para a livraria com medo de alguém já o ter comprado, mas não, ela fora bem rápida e tinha conquistado ele... seu mais novo tesouro. Seus olhinhos brilharam a primeira vez que ela deslizou a mão por aquela capa novinha, que agora lhe pertencia.
Durante anos, a menina lia e relia o livro todos os dias. A cada leitura ela se apaixonava pelas histórias que ele continha. Nunca havia lido um livro tão interessante e bom, e sentia-se orgulhosa por tê-lo contigo.
Mas como tudo passa (até uva passa), a menina cresceu e decidiu que seria jornalista. Adorava ouvir, ler e principalmente escrever histórias. Dizer que o livro de capa roxa a influênciou e muuuito, não é exagero e nem glichê de histórinha moralizada.
A menina descobriu que se tornar jornalista era muito maior do que ela pensava, e que tinha um mundo de coisas para se aprender. Ela se deu conta então, da importância que sua profissão tinha: ela estava lidando com vidas. Lidando com mães que usavam sua matéria para fazer seus filhos dormirem. Estudantes que utilizavam seus textos para aprender a ler e escrever. Trabalhadores que precisavam de suas reportagens para se informar. Com senhores de idade que contavam com suas anotações para não se sentirem mais sós.
Ao se dar conta da dimensão da sua escolha, ela voltou ao livro de capa roxa para buscar uma inspiração e uma paz que sempre sentia. Mas ao pegar o livro para lê-lo, percebeu que havia algo de errado... Ele estava em branco. Não havia uma linha sequer, uma anotação ou figura que o valha. O que havia apenas eram borrões, pretos. A menina confusa, deixou o livro cair e sem entender nada lançou um olhar catatônico para o nada. Será que o livro sempre fora isso? Só um borrão preto? Mas ela tinha lido suas histórias, tinha visto suas figuras e sabia mais do que ninguém o quão importante ele tinha sido para seu amadurecimento profissional. Não sabia responder se era ela ou ele que tinha mudado. Mas alguma coisa tinha acontecido, fato.
Sem dizer uma palavra, ela pegou o livro do chão (que ainda continha a capa roxa e intacta) e o guardou. O lugar eu deixo para que cada um escolha onde melhor lhe couber. Depois de guardado, a menina que agora não era mais 'apenas uma menina', continuou vivendo, afinal... havia ainda muitas histórias para serem escritas.
7 comentários:
Eu queria ter entendido...
hahahaha...
=)
"leia-me se for capaz"
Vc é incrível!!!!!!!!
nossa cats, tô começando a fica (sei lá o que) com os seus comentários... hahaha mas é um sei lá o que muito bom de ficar, rs.
=)
hmm... demorei mas foi. É mais difícil interpretar quando é essa outra Carol, que eu conheço menos, que fala.
ficaadica pra mim!
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