Os olhos agora pesam e é com dificuldade que os mantêm abertos.
O corpo dói e simplesmente não responde mais.
A garganta arranha sem piedade.
Ela caminha o mesmo caminho de sempre. O que a motiva é que dessa vez, é a última vez. Sente-se orgulhosa por ter completado mais um ciclo, por ter suportado mais um ano. Caminha a passos lentos.
Reflete por um momento e sente uma dor no peito. Como se estivesse abandonando algo. Como se estivese esquecendo algo. Caminha, caminha o mesmo caminho de sempre... Percebe que não abandonou nada. Não poderia ter esquecido nada. Ela os carrega consigo no peito. Num lugar onde existe a imortalidade.
Fecha os olhos e ouve. Dorme. A garganta arde.
Segue o mesmo caminho de sempre...
Ao chegar, sente-se como se nunca houvesse partido. Como se tudo fora apenas um sonho.
Está na hora de acordar. Andar por caminhos antigos e que a tempos não percorria.
Percorre, corre pelo velho caminho conhecido de sempre.
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2 comentários:
ai cats...eu sei que eu já falei isso, mas vc me surpreende e eu fico tão feliz com isso, lendo suas palavras, descobrindo que sua forma de dizer é tão semelhante à minha.
vc está no meu lugar onde existe a imortalidade.
eu que fico feliz por te surpreender. Isso me surpreende, rs...
tinecessitú, muito mesmo!
=)
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