segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Infantil X Infantilismo

Essa semana eu me dei conta do que realmente sou:
Criança infantil.
Uma pequena cri que atura essa dimensão
E esse vasto mundo adulto com andança.

Antes o que me era inconsciente, agora me é claro.
Eu não aparento ter a idade que tenho.
Os anos passam, mas é na infância que paro.
Nessa que me foi sempre tão divertida e colorida.

Confesso, que tento aparentar ser como os adultos:
Maduros. Seguros. Responsáveis. (Afinal, definos crianças por idade, não?!)
Mas quando os vejo de verdade, percebo que são todos bobos.
Quando de fato, a criança sou eu.

Sim. Assim como você, eu também não entendo.
Não entendo como fazer papel de bobo se torna algo tão vergonhoso, ao invés de divertido.
Repito: vergonhoso! agem como adultos, mas na verdade são apenas lobos disfarçados de ovelhas.
Eu assumo o que sou. Criança!

Ficar perto deles por muito tempo doem-me os ouvidos.
Ou simplesmente me machuca o coração.
Sinceramente? Não sei explicar o porque me atingem, as vezes gostaria que não o fizessem.
Mas não consigo evitá-los. Quando dou por mim, já me atingiram. De novo.


Mas sabe... ainda preciso deles. Afinal, uma criança não consegue cuidar de si mesma, não sozinha.
Mas gostaria que eles percebessem que ser infantil (conscientemente) é de longe mais maduro que ser infantil (incoscientemente).
Segundo o Grande Príncipe:"O essencial é invísivel aos olhos".
E os meus olhos já estão vendados.

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5 comentários:

Pat Lávisqui disse...

tatua o pequeno príncipe no pulso direito.

Pat Lávisqui disse...

aí vc não precisa escrever essas coisas...já fica subentendido.

Pat Lávisqui disse...

pra quem entende das coisas pelo menos.

Carol Portella disse...

olha gata, a oferta me parece tentadora. Por n motivos... quem sabe um dia! =)

Pat Lávisqui disse...

eee!!! rsrs

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